A importância que o professor de PLE está assumindo com a ascensão do Brasil como potência mundial

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Oi Aline Amorim. Que legal esse grupo de voces ali em Sergipe. Parabens. Vou acessar para conhecer mais. Um grande abraço. Sueli Guerrero, Asuncion, Py.

Eu sou peruana professora de línguas, tive a oportunidade de estudar Português no Brasil é analisando a  demanda e preocura de PLE no meu pais,estou a poco dias do início das aulas desta bela língua,  ficaria muito grata sim algum colega pode me dar alguns conselhos sobre como começar as minhas aulas e o que devo enfatizar, Parabéns por esta rede é muito útil e informativo
obrigada

Me sinto muito honrada com a carreira que escolhi. Amo a lingua brasileira (não deveria ser portuguesa). Sou brasileira e dou aulas em Mar del Plata na Argentina. a recepção é surpreendente.

 

Patricia, na minha página há umas dicas que postei para a Karina, professora principiante , moradora de Milão, confira as dicas, se não encontrá-las , me avise que dou uma ajuda.OK?

Patricia Morillas disse:

Eu sou peruana professora de línguas, tive a oportunidade de estudar Português no Brasil é analisando a  demanda e preocura de PLE no meu pais,estou a poco dias do início das aulas desta bela língua,  ficaria muito grata sim algum colega pode me dar alguns conselhos sobre como começar as minhas aulas e o que devo enfatizar, Parabéns por esta rede é muito útil e informativo
obrigada

Ola! patricia, eu sou Rose, sou brasileira e dou aulas de LP em Mar del Plata, na argentina e é muito gratificante o acolhimento. comece pelos cumprimentos, depois numerais, cores numeros e siga com palavras do cotidiano. a aula é muito gostosa e facil. voce tb pode colocar bastante musica, os alunos adoram musica brasileira. Boa sorte!

 

Miriam, a PUC-Rio está entre estas instituições que oferecem curso de pós-graduação em PLE. Tive a oportunidade de me especializar na área, em 2009, nesta instituição, onde obtive o título de mestre em Letras, em 2007, e onde atualmente faço doutorado, com um projeto alinhado com o ensino de PL2E (Português como Segunda Língua para Estrangeiro). A questão da adequada formação do professor de PLE foi tema constante nas discussões em sala de aula, durante o curso, e é uma preocupação comum aos professores. Sabemos que ensinar português na perspectiva de língua estrangeira demanda do professor um senso crítico mais aguçado em relação às lições da gramática normativa, bem como a capacidade de refletir sobre suas próprias intuições línguísticas enquanto falante nativo. Nessa perspectiva, o óbvio torna-se objeto de nossas reflexões, donde experimentarmos um sentimento de estranhamento em face de nossa língua materna. Esse estranhamento constitui uma etapa indispensável ao desenvolvimento das reflexões sobre a nossa língua. O aluno que se forma nas escolas de Letras de nosso país para ensinar português a falantes nativos desta língua quase nunca está capacitado a refletir sobre processos e mecanismos cujo conhecimento ele não tratará de ensinar posteriormente, visto estar já internalizado nos falantes nativos. Não precisamos ensinar o falante nativo a usar adequadamente os verbos "ser" e "estar", uma vez que o conhecimento do seu uso já foi internalizado quando da aquisição do português. Sucede diferente com o falante estrangeiro (especialmente os de inglês e francês), para os quais a codificação da diferença não se acha em sua língua materna. É comum encontrarmos, entre falantes de inglês, coisas do tipo "O jogo está no Engenhão" ou "Ele está de São Paulo". 

Caro Bruno parabéns pelas colocações. De fato. encontrarmos as formas linguísticas perfeitas entre as línguas é algo surpreendente. Como você  exemplifica, a questão fica complexa com a acomodação , por exemplo, do "present per no nosso pretérito ou no presente. Presenciei este com um americano falante de francês nível avançado. para ele o tempo estava correto, mas não era o tempo correto para o francês. Eu ainda tive a disciplina de análise crítica da gramática, mas alguns cursos de Letras concentram-se no ensino da gramática normativa, porque os alunos não se lembram da gramática.Devemos lembrar que o foco do curso de letras é um, e odo  ensino da PL2E é outro. Confesso a você que só mergulhei fundo na língua portuguesa por conta de estudar a língua francesa. Para ter a habilidade de escrever corretamente francês, penerei muito a gramática da língua portuguesa, e acabei cursando Letras para completar a minha formação na área. Além disto, há muitos professores de idioma que são falantes do idioma e não contam com uma formação linguística para o ensino. Tive n+1 professores de inglês e mesmo de francês que posso citar como exemplos de falantes nativos, mas longe de resolver os meus dramas com a língua.  


Isso mesmo professorra. Há  professores de língua, quer estrangeira, quer de português (língua materna) que não exibem uma formação adequada em Linguística. O professor de PLE tem de ser capaz de ver a língua com um olhar de estrangeiro; o estranhamento é indispensável às suas reflexões. Não é possível, me parece, ensino de PLE sem reflexão prévia e contínua.
Elisabete Montero disse:

Caro Bruno parabéns pelas colocações. De fato. encontrarmos as formas linguísticas perfeitas entre as línguas é algo surpreendente. Como você  exemplifica, a questão fica complexa com a acomodação , por exemplo, do "present per no nosso pretérito ou no presente. Presenciei este com um americano falante de francês nível avançado. para ele o tempo estava correto, mas não era o tempo correto para o francês. Eu ainda tive a disciplina de análise crítica da gramática, mas alguns cursos de Letras concentram-se no ensino da gramática normativa, porque os alunos não se lembram da gramática.Devemos lembrar que o foco do curso de letras é um, e odo  ensino da PL2E é outro. Confesso a você que só mergulhei fundo na língua portuguesa por conta de estudar a língua francesa. Para ter a habilidade de escrever corretamente francês, penerei muito a gramática da língua portuguesa, e acabei cursando Letras para completar a minha formação na área. Além disto, há muitos professores de idioma que são falantes do idioma e não contam com uma formação linguística para o ensino. Tive n+1 professores de inglês e mesmo de francês que posso citar como exemplos de falantes nativos, mas longe de resolver os meus dramas com a língua.  

               Ótima expressão, Bruno!!!

               É a que o grupo de Variação & PLE se destina: mostrar a quem trabalha com PORT como LE ou L2 que

          os  fatos linguísticos e as "realidades" culturais não estão "determinados", mas precisam ser vistos com o

          olhar de um "investigador" em constante movimento, e com muitas indagações a responder.

Bruno de Andrade Rodrigues disse:


Isso mesmo professorra. Há  professores de língua, quer estrangeira, quer de português (língua materna) que não exibem uma formação adequada em Linguística. O professor de PLE tem de ser capaz de ver a língua com um olhar de estrangeiro; o estranhamento é indispensável às suas reflexões. Não é possível, me parece, ensino de PLE sem reflexão prévia e contínua.
Elisabete Montero disse:

Caro Bruno parabéns pelas colocações. De fato. encontrarmos as formas linguísticas perfeitas entre as línguas é algo surpreendente. Como você  exemplifica, a questão fica complexa com a acomodação , por exemplo, do "present per no nosso pretérito ou no presente. Presenciei este com um americano falante de francês nível avançado. para ele o tempo estava correto, mas não era o tempo correto para o francês. Eu ainda tive a disciplina de análise crítica da gramática, mas alguns cursos de Letras concentram-se no ensino da gramática normativa, porque os alunos não se lembram da gramática.Devemos lembrar que o foco do curso de letras é um, e odo  ensino da PL2E é outro. Confesso a você que só mergulhei fundo na língua portuguesa por conta de estudar a língua francesa. Para ter a habilidade de escrever corretamente francês, penerei muito a gramática da língua portuguesa, e acabei cursando Letras para completar a minha formação na área. Além disto, há muitos professores de idioma que são falantes do idioma e não contam com uma formação linguística para o ensino. Tive n+1 professores de inglês e mesmo de francês que posso citar como exemplos de falantes nativos, mas longe de resolver os meus dramas com a língua.  

A USP tem uma disciplina optativa na graduação sobre Introdução aos estudos de PFOL, tem um curso de Gramática Aplicada ao Ensino de PLE (no Centro de Línguas) e uma disciplina na Pós-Graduação Atualização e práticas metodológicas para o ensino de PFOL.

Sou coordenadora de uma escola de idiomas e sinto muita dificuldade em achar bons profissionais.
 
Elisabete Montero disse:

Tenho acompanahdo a busca de professores de português como língua estrangeira pelas escolas, principalmente em São Paulo, logo, há uma busca por este profissional. A minha inquietação é sobre haver um preparo pedagógico para atender o mercado. Eu mesmo gostaria muito de seguir um curso de formação para atuar no mercado com pressupostos teóricos, análise de materiais. Enfim as Universidades deveriam perceber esta lacuna e ofertar este tipo de curso, de qualquer forma estamos ocupando um novo espaço no mercado de línguas, sem contar com toda a divulgação da nossa produção cultural que abre novas portas em outros continentes. Este site é a prova viva disto.

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