Com 73% dos votos, vocês pediram e nós colocamos no ar a nova discussão.

Português Culto x Português do Cotidiano em nossas aulas de PLE.

Participe!!!

Tags: 2014, Comunidade, PLE, a, babel, bate-papo, colaborativa, copa, cotidiano, culto, Mais...de, discussão, distancia, do, docente, e, ead, editora, educação, ensinado, ensinar, ensino, estrangeira, estudos, fale, fórum, hub, idioma, idiomas, lecionar, lingua, livro, membros, mundo, papel, portugues, portuguesa, professor, professores, sbs, shop, teses, torre, work

Exibições: 1727

Responder esta

Respostas a este tópico

Essa questão impõe-nos o reconhecimento de outra questão que lhe é pressuposta: qual é a variedade padrão de que estamos falando? A da gramática normativa ou a do uso real? Além disso, uma vez determinada a variedade padrão na observação do uso real dessa variedade pelos indivíduos considerados como exemplos de falantes que a reconhecem e a dominam, é preciso determinar em que condições ela deve ser usada. Isso não dispensa o ensino da variedade coloquial, que, aliás, será a variedade de que lançará mão o estrangeiro ao interagir em português no dia-a-dia. O uso do português padrão está limitado a certas esferas sócio-culturais que há de ser identificadas para o falante estrangeiro. O domínio de uma língua implica também o reconhecimento da necessidade de adequação da variedade linguística aos contextos de uso.

Concordo com você, esses próprios executivos, com certeza vão querer sair, ir à praia, restaurante ou um barzinho, então é importante que eles saibam as variadas formas para poder usá-las em situações adequadas. Acredito que a língua é como um grande guarda roupa você tem que escolher a roupa adequada para cada situação, você não pode ir de bermuda a uma reunião muito menos de terno e gravata para a praia né? Abraços Lucas!!!


Bruna Soares Cababe disse:

Assim como os brasileiros aprendem a empregar o português formal e o informal nas diversas situações, penso que devemos transmitir para os alunos essa flexibilidade da língua. É preciso colocarmos os estudantes em contato com as diferentes variantes do português, para que eles possam aprender a reconhecer as diferentes situações de uso da língua e saibam empregar o uso mais adequado para cada momento. Não há o português certo e o português errado, o que há é o português mais adequado para cada situação. Ou seja, a variante culta, apesar de ter mais prestígio, nem sempre é a mais apropriada em algumas situações. O importante é que o falante e o aluno reconheçam que as línguas estão sempre em um constante processo de mudança e que não são estanques ou estáticas.

Boa noite!

Creio que o português culto é necessário e o coloquial também. Vejamos: um aluno que já tem o português como língua materna é natural que ele domine bem a linguagem coloquial em seu cotidiano, mas esse aluno nem sempre apresenta facilidade ao usar uma linguagem na norma culta. Agora imagina um aluno estrangeiro?!

Cabe ao professor ensinar um pouco de cada ou talvez um "muito" dependendo da necessidade desse discente. Pois se ele pretende estudar para prestar algum exame de língua portuguesa (não me refiro somente ao exame CELP Brás) para adquirir algum diploma ou quiça emprego (por exemplo, numa entrevista ele precisará utilizar uma linguagem mais formal), então ele terá que conhecer o nosso bom e velho português da gramática normativa, risos. Agora se ele pretende apenas viajar e utilizar o idioma para uma comunicação mais informal, aí sim ele poderá usar e abusar da língua portuguesa na forma coloquial. A verdade é que não tem como fugir dessas duas vertentes. risos.   



Trixi Lamm disse:

Bom dia, pelo menos no meu país está começando! justamente hoje é minha 1ª aula com uma turma de iniciantes, uma das minhas primeiras explicações é, que justamente, por ser o Brasil um país tão enorme e tão diversificado, as formas de falar variam de lugar em lugar, que o que eles vão aprender é a FORMA DE FALAR CORRETAMENTE, o que não significa nem que seja a única nem a melhor; que há diferentes sotaques, que também nenhum é melhor que o outro e, que além disso, existe o português de Portugal, que é, ainda mais diferente ainda!!!Por tanto, com o percorrer das aulas, vou dando dicas das diferentes falas, faço eles escutarem diferentes músicas ou diálogos, onde explico de onde são as pessoas que falam, de que lugar do Brasil elas poderiam ser, etc. Tb explico que, como todos nós sabemos, a língua varia dia a dia, como geralmente meu público alvo é jovem, explico-lhes, que eles são, muitas vezes os que mudam o jeito de falar!! dependedendo de onde eles vem, o que eles fazem, sei lá, tudo o que tenha a ver com as relações humanas!! Tb. temos os casos das gírias! que vão mudando, algumas viram moda e depois desaparecem!!! é um tema complexo, mas é importante que os alunos aprendam a NORMA CULTA!, que quando leiam um texto literário saibam de que trata o texto, mas, que quando estejam com brasileiros saibam o que dizer, e ENTENEDER TUDO, ou quase! quando falam!!! assim poder participar de qualquer conversa!
Abs.
Sem dizer a forte influência das novelas e outros programas de TV no linguajar cotidiano.
Eu já tive alunos que queriam falar "do jeito que o pasteleiro da esquina" falou com eles e eles não entenderam quase nada. Então respondi que um dia iria com eles até o pasteleiro para aprender um pouco do linguajar dele também, afinal, como você disse e eu concordo, há variações da língua pelo fato do país ser enorme. Aliás, como a sociedade paulistana é muito multicultural, o linguajar já varia muito na rua.

Concordo com vc. Arturo.

Arturo Salinas disse:

Acho que antes de decidir se vamos ensinar a norma culta ou vulgar do português o primeiro que temos que determinar é as necessidades dos nossos alunos. Ora como disse bem a Clara, os alunos que ela tem são altos executivos que precisam do português para os negócios, assim é claro que o que se deve ensinar a esses alunos é a norma culta.
No meu caso, ensino a alunos universitarios no México, e muitos deles querem aprender português porque gostam da língua. Assim muitos deles escutam música, assistem filmes e entram nas salas de bate-papo para estar em contato com a língua. Isto faz com que inevitavelmente se tenham que ver aspectos do português vulgar. E aqui vem outra questão, que português do quotidiano? Porque o português do quotidiano das diferentes clases sociais, económicas e regionais do Brasil são diferentes. Não é o mesmo o português de um caipira do que de um nordestino um paulistano ou um mineiro.
Como alguém que aprendeu unicamente a variante culta do português, e após ter passado no CELEPE-BRAS, devo dizer que ao chegar ao Brasil eu não entendia nada do que as pessoas falavam. Até cheguei a pensar que eu não tinha aprendido português. Nas aulas na faculdade não tinha quase nenhum problema, mas com grupos de pessoas fora desse contexto a história era bem diferente. Lembro de uma vez que estava com um grupo de goianos, todos eles falando ao mesmo tempo. De repente uma das pessoas do grupo se virou para mim e gesticulando muito e falando alto, como se eu fosse um defiiciente, me disse -VOCÊ NÃO ENTENDE PORTUGUÊS, NÉ?
Acho que se deve começar pela norma culta e que quando o aluno atinge um bom nível então se pode começar a falar das diferentes formas que há de falar o português. No nosso caso no México as coisas se complicam pois há ainda aqueles alunos que preferem a norma do Português Europeu.

Português Europeu? Nossa Arturo... justo os mexicanos que querem tanto entrar no mercado brasileiro. Trabalhei num projeto do PROMEXICO e fiquei surpreendido... 
 
Arturo Salinas disse:

Acho que antes de decidir se vamos ensinar a norma culta ou vulgar do português o primeiro que temos que determinar é as necessidades dos nossos alunos. Ora como disse bem a Clara, os alunos que ela tem são altos executivos que precisam do português para os negócios, assim é claro que o que se deve ensinar a esses alunos é a norma culta.
No meu caso, ensino a alunos universitarios no México, e muitos deles querem aprender português porque gostam da língua. Assim muitos deles escutam música, assistem filmes e entram nas salas de bate-papo para estar em contato com a língua. Isto faz com que inevitavelmente se tenham que ver aspectos do português vulgar. E aqui vem outra questão, que português do quotidiano? Porque o português do quotidiano das diferentes clases sociais, económicas e regionais do Brasil são diferentes. Não é o mesmo o português de um caipira do que de um nordestino um paulistano ou um mineiro.
Como alguém que aprendeu unicamente a variante culta do português, e após ter passado no CELEPE-BRAS, devo dizer que ao chegar ao Brasil eu não entendia nada do que as pessoas falavam. Até cheguei a pensar que eu não tinha aprendido português. Nas aulas na faculdade não tinha quase nenhum problema, mas com grupos de pessoas fora desse contexto a história era bem diferente. Lembro de uma vez que estava com um grupo de goianos, todos eles falando ao mesmo tempo. De repente uma das pessoas do grupo se virou para mim e gesticulando muito e falando alto, como se eu fosse um defiiciente, me disse -VOCÊ NÃO ENTENDE PORTUGUÊS, NÉ?
Acho que se deve começar pela norma culta e que quando o aluno atinge um bom nível então se pode começar a falar das diferentes formas que há de falar o português. No nosso caso no México as coisas se complicam pois há ainda aqueles alunos que preferem a norma do Português Europeu.

Legal, bom trabalho o seu! Vale a metáfora da roupa: em cada lugar uma roupa diferente. Praia de terno e gravata é raro. Com a linguagem é a mesma coisa! Gírias em uma reunião de negócios soa raro!
 
M. Beatriz de Carvalho Galvão disse:



Trixi Lamm disse:

Bom dia, pelo menos no meu país está começando! justamente hoje é minha 1ª aula com uma turma de iniciantes, uma das minhas primeiras explicações é, que justamente, por ser o Brasil um país tão enorme e tão diversificado, as formas de falar variam de lugar em lugar, que o que eles vão aprender é a FORMA DE FALAR CORRETAMENTE, o que não significa nem que seja a única nem a melhor; que há diferentes sotaques, que também nenhum é melhor que o outro e, que além disso, existe o português de Portugal, que é, ainda mais diferente ainda!!!Por tanto, com o percorrer das aulas, vou dando dicas das diferentes falas, faço eles escutarem diferentes músicas ou diálogos, onde explico de onde são as pessoas que falam, de que lugar do Brasil elas poderiam ser, etc. Tb explico que, como todos nós sabemos, a língua varia dia a dia, como geralmente meu público alvo é jovem, explico-lhes, que eles são, muitas vezes os que mudam o jeito de falar!! dependedendo de onde eles vem, o que eles fazem, sei lá, tudo o que tenha a ver com as relações humanas!! Tb. temos os casos das gírias! que vão mudando, algumas viram moda e depois desaparecem!!! é um tema complexo, mas é importante que os alunos aprendam a NORMA CULTA!, que quando leiam um texto literário saibam de que trata o texto, mas, que quando estejam com brasileiros saibam o que dizer, e ENTENEDER TUDO, ou quase! quando falam!!! assim poder participar de qualquer conversa!
Abs.
Sem dizer a forte influência das novelas e outros programas de TV no linguajar cotidiano.
Eu já tive alunos que queriam falar "do jeito que o pasteleiro da esquina" falou com eles e eles não entenderam quase nada. Então respondi que um dia iria com eles até o pasteleiro para aprender um pouco do linguajar dele também, afinal, como você disse e eu concordo, há variações da língua pelo fato do país ser enorme. Aliás, como a sociedade paulistana é muito multicultural, o linguajar já varia muito na rua.

Caros colegas,

Parabenizo pela escolha do tema. Com certeza será um debate intenso e produtivo. No que tange o uso do português culto ou coloquial, acho que depende do público-alvo.

Abraços,

André Ramalho Aguiar.

 

Responder à discussão

RSS

© 2013   Criado por Susanna Florissi, Editora.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço